Alimentação na infância afeta a saúde até a vida adulta. – Colégio Florença – Educação Infantil
Universo Infantil - 05/02/2016

Alimentação na infância afeta a saúde até a vida adulta.

Dados a respeito dos hábitos alimentares do brasileiro desde os primeiros anos de vida preocupam especialistas.

Colégio Florença em Florianópolis - Nutrição

Notícia retirada do site Jornal de Brasilia.

Biscoitos, bolachas e bolos fazem parte da alimentação de mais de metade dos bebês brasileiros, com menos de dois anos. Já os refrigerantes e sucos artificiais estão no cardápio de um terço das crianças da mesma faixa etária. É o que indicam os dados da última Pesquisa Nacional de Saúde (PNS), feita pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgados ainda nesse ano.

O endocrinologista Sérgio Vêncio, integrante do corpo clínico do laboratório Exame, alerta sobre o consumo destes produtos com alto teor de açúcar e gorduras. “Este tipo de alimento deve ser evitado em qualquer fase da vida, mas os efeitos podem ser ainda mais devastadores se consumido desde cedo. Pesquisas demonstram que o peso do indivíduo até os 5 primeiros anos de vida tem grande influência sobre o peso na vida adulta”, explica.

De acordo com o especialista, o consumo desse tipo de alimento nesta idade parte da própria família, já que o bebê não sabe ainda discernir entre as comidas. “A criança não conhece o doce ou a gordura, nunca sentiu o gosto, então não tem porque os pais iniciarem este hábito. Assim, quando começarem a socializar com crianças da mesma idade, terão menor fascínio pelo lanche com baixo teor nutritivo do amigo”, exemplifica o médico.

Um bebê gordinho pode não estar saudável

O problema é que o sobrepeso é um fator de risco para diversas doenças como diabetes, hipertensão e doença cardiovascular. “Alterações que por muitos anos eram essencialmente do adulto, e mais comumente do idoso, estão afetando também as crianças. É o caso da diabetes tipo II, por exemplo.”, lamenta Dr. Sérgio.

Se você está preocupado com o peso ou os hábitos alimentares de seu filho, procure um médico especialista. “Nesses casos é sempre bom acompanhar de perto as taxas de açucar e gordura no sangue com um pediatra ou endocrinologista. Mas os maiores cuidados devem partir de dentro de casa”, conclui. Veja algumas dicas do médico:

  1. Até os dois anos de idade a família deve ter total controle sob a alimentação do filho;
  2. O aleitamento materno deve ser fonte primária de nutrientes nesta fase da vida da criança;
  3. Os primeiros alimentos incluídos no cardápio da criança devem ser bem diversificados pois ela está na fase de crescimento;
  4. O ideal é oferecer uma mistura de carboidratos complexos (de preferência integral), frutas, verduras e proteínas sem gordura;
  5. O doce e a fritura não devem fazer parte da alimentação infantil;
  6. O hábito familiar afeta também a criança, então todos em casa devem evitar os alimentos com baixo teor nutritivo;
  7. A prática de exercícios físicos em forma de brincadeira deve ser estimulada desde cedo. Bons exemplos são a natação e jogos com bola;
  8. Quanto mais músculo essa criança desenvolver na primeira infância mais o organismo cria uma memória metabólica que dificultará o aumento de peso no futuro.

O que diz a pedagogia florença?

No Colégio Florença o cardápio é planejado previamente por uma especialista em nutrição pediátrica, que equilibra os nutrientes necessários para cada faixa etária. Diferente da maioria das escolas, o preparo dos alimentos é feito no próprio colégio, com alimentos frescos e selecionados.